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Equipe do Lean LaunchPad em SC

Antera lança programa Lean LaunchPad em SC

21 Dez

Professores da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag) em Florianópolis e empresários participaram nos últimos três dias do primeiro curso, no Brasil, sobre como aplicar a metodologia Lean LaunchPad, criada na Universidade da Califórnia em Berkeley, do Vale do Silício, EUA, que acelera o desenvolvimento de startups de tecnologia e de outros setores. O treinamento foi ministrado por três professores da conceituada instituição, os norte-americanos Andre Marquis e Mark Searle e o carioca Flavio Feferman. O programa contou com a participação de uma equipe integrada por Reinaldo Coelho, professor da Udesc Esag, André Marquis, André Massa, Robert Binder, Elizabeth Saunders, Ayliffe Brown, Flávio Feferman e Mark Searle. Saiba mais na entrevista que fiz com Flavio Feferman.

 O que é a metodologia Lean LaunchPad?

A metodologia Lean LaunchPad é bem parecida com a Lean Startup e com ajustes e adaptações com base na nossa experiência de mais de cinco anos ensinando dentro da sala de aula em Berkeley, fora da sala de aula em todos os Estados Unidos pela Fundação Nacional de Ciências e, mais recentemente, a programas internacionais. Nós adaptamos o currículo com base em toda essa experiência na sala de aula.

Como foi essa adaptação?

Durante décadas, ensinamos em Berkeley empreendedorismo como se startups fossem empresas grandes, com plano de negócio, estudo de caso. Nos últimos cinco a sete anos, percebemos que a metodologia de ensino deveria ser adaptada para o mundo das startups porque elas não são empresas grandes que realizam planejamento, já sabem quem são os clientes delas. Elas são empresas que estão buscando mercados com erros e acertos. Nesse programa, procuramos estruturar esse processo caótico de erros e acertos de maneira organizada, que pudesse ser ensinada para as empresas. Não para professor ensinar, mas simulamos o mundo real, o processo que elas passam para validar idéias e procurar mercado. Essa é uma grande mudança na pedagogia de ensino. Não foi fácil para Berkeley. Tínhamos professores acostumados a ensinar da forma antiga. Foi uma mudança que tem dado resultado fantástico em termos de sucesso das empresas criadas e a motivação dos alunos.

Quer dizer que a metodologia do aprender fazendo é muito mais eficaz?

Um dos aspectos da metodologia é o aprender fazendo, que chamamos de experience learning ou aprendizagem via experiência. Os alunos saem da sala de aula para entrevistar clientes, parceiros, para buscar mercados. Outro aspecto importante é fazer isso de uma forma acelerada, por isso chamamos de Lean. Aquilo que demorava seis meses, um ano, dois anos, com dinheiro, nós fazemos isso mais rápido, em sete a 10 semanas. É o processo de validação das idéias de startups. Isso é importantíssimo. Ao invés de os alunos gastarem dois anos da sua vida para testar o negócio, fazemos isso em 10 semanas. Essa mudança traz um benefício enorme porque a empresa vai estar mais estruturada para receber financiamento de investidores. Por outro lado, se ela não encontrar mercado ao término de 10 semanas também é importante. Nada se perdeu porque em 10 semanas eles aprenderam um processo para buscar a próxima oportunidade. Cada empreendedor ou empreendedora passa por esse processo várias vezes. Essa aceleração do processo é o segundo aspecto.

Essas startups têm financiamento do mercado?

Eu vou contar uma história. Eu escrevi um capítulo para um livro sobre área de inovação ao redor do mundo para um outro professor de Berkeley. Escrevi sobre o Porto Digital de Pernambuco. Entrevistei dois tipos de público. As empresas (startups) diziam que tinham ótimas idéias, projetos, mas não tinham quem financiasse isso. Aí falei com os investidores. Eles diziam que não encontravam empresas estruturadas com idéias coerentes e validadas pelo mercado. A gente percebia essa descontinuidade entre uma coisa e outra. Então, o nosso papel é preparar as empresas para receber financiamento. Muitas que passam pelo programa, percebemos que elas têm idéias boas, uma tecnologia boa, mas não estão preparadas para apresentar um modelo de negócio coerente para o investidor. Então, nosso enforque não é trazer empresas que já tenham recebido financiamento. Nosso enfoque é preparar empresas para um processo de plano de negócio coerente e projeto escalável. O que pode interessar uma grande empresa. Elas buscam oportunidade que possa ter um mercado grande. Por isso, motivamos as empresas a pensar grande.

É grande o interesse pela metodologia no mundo?

Tivemos uma mudança radical na maneira de engajamento de alunos e professores. Houve uma mudança cultural dentro da universidade. É uma metodologia que está sendo adotada em todos EUA e no mundo inteiro há um interesse grande. Na Espanha, Índia, México e em outros países. O BID tem interesse nessa metodologia como ferramenta de desenvolvimento do setor privado em ecossistemas de inovação. Estamos tranquilos em Berkeley porque a metodologia surgiu na nossa universidade, com o professor Steve Blank. Segundo, estamos inseridos no principal ecossistema de inovação e tecnologia do mundo, o Vale do Silício. Isso fortalece muito o nosso trabalho. Treinamos centenas de equipes, milhares de alunos, temos envolvimento de investidores do Vale do Silício, comunidade de ex-alunos. Estamos contentes em ser catalizadores das relações entre alunos, universidade e o mercado, especialmente por Berkeley ser uma universidade pública, com todas as dificuldades de financiamento.

Que resultados vocês estão alcançando com a Lean LaunchPad?

Treinamos no ano passado umas 150 empresas na Universidade de Berkeley, uns 500 alunos. Dessas empresas que começam o processo, algumas se destacam e passam para uma segunda fase. No final deste ano, as empresas de alunos que mais se destacaram conseguiram financiamento de mais de US$ 10 milhões. Esse processo acelerado gera resultados concretos. Além disso, dentro do programa que levamos para fora da universidade, documentamos uma melhoria de 300% na taxa de financiamento posterior das empresas que passam pelo programa. Além dos casos individuais, um dos fatores de sucesso é que, como temos processos padronizados, podemos trabalhar com várias empresas de cada ciclo. Há empresas que passaram pelo programa e foram vendidas por US$ 250 milhões ou US$ 100 milhões. Elas cresceram, receberam financiamento e depois foram compradas por empresas maiores. Isso desde empresas de tecnologia até de alimentos. Uma empresa, a Krave Jerky passou pelo programa e foi vendida por U$S 250 milhões. É de alimentos.

Como foi este primeiro curso que vocês ministraram no Brasil?

Foi ótimo. Estamos trabalhando nesse programa há dois anos. Identificando parceiros, locais, envolvemos o governo dos EUA que forneceu recursos para financiar uma parte do programa via Departamento de Estado. Houve articulação com universidades e investidores do Brasil por dois anos. Conhecemos excelentes parceiros e não poderíamos ter escolhido o melhor local para iniciar o programa que Florianópolis, pela parceria com a Udesc, pelo grande número de startups na cidade e em Santa Catarina, pela parceria com a Fundação Certi e o programa Sinapse da Inovação que colaboraram para trazer empresas. Teve ainda a participação da Fapesc e de ex-alunos da Esag. O professor Reinaldo Coelho do Departamento de Administração Empresarial da Udesc Esag foi nosso parceiro desde o inicio.

O programa vai continuar?

Há colaborações com outras universidades americanas que não têm continuidade. O nosso programa, além de treinar startups, visa replicação do programa e o treinamento de professores e empreendedores para disseminar no Brasil inteiro. Isso deve ser feito por parceiros locais com custo menor e agilidade maior. Nosso objetivo é treinar treinadores, para que o programa seja replicável e escalável. Estamos iniciando em Santa Catarina, mas gostaríamos de abranger de cinco a 10 centros de excelência no Brasil para disseminar a metodologia. Para isso, montamos o Instituto de Educação para Empreendedores no Rio de Janeiro, que será a entidade coordenadora no Brasil. É com esse trabalho que teremos continuidade e uma disseminação maior. Será criado um conselho para esse instituto.

E como foi a participação no curso na Udesc?

Treinamos nove professores da Udesc. Além disso, temos de 10 a 15 mentores do setor privado que estão participando do programa. Após o final, haverá um acompanhamento por parte de Berkeley. Haverá esse acompanhamento, trabalho com parceiros locais, e fornecimento de conteúdo pedagógico. Nossa metodologia pode ser 100% presencial ou 100% virtual. A primeira semana em Florianópolis foi presencial, a segunda será virtual e no final teremos um evento presencial com os professores de Berkeley.

Para finalizar, o senhor pode falar um pouco da sua trajetória, como se tornou professor de Berkeley? 

Sobre a minha trajetória? A gente não gosta muito de enfatizar aspectos pessoais porque tudo é feito em equipe, por vários colaboradores. Posso falar primeiro sobre nossa equipe. Tanto nossos colaboradores no Brasil como de Berkeley são pessoas com muita experiência, tanto acadêmica quanto no setor privado. Acho importante trazer esse conhecimento dos dois lados, do privado para o programa. Temos membros da equipe de Berkeley que foram empreendedores de sucesso como o André Marquis e o Mark Searle, que hoje estão no meio acadêmico trazendo essa experiência de mercado. Eu sou carioca, moro há mais de 30 anos nos EUA, sou professor da U C Berkeley há 10 anos, onde ministro um curso sobre Negócios em Países Emergentes, sobre Brasil e um curso sobre Consultoria Internacional para alunos de pós-graduação. Recebi um prêmio, o de Professor do Ano há dois anos. O meu colega Gustavo Manso, também brasileiro, recebeu o prêmio no ano anterior. Estamos orgulhosos de poder representar bem o Brasil em Berkeley. O mais importante para mim é ajudar a construir pontes entre Berkeley, o Vale do Silício e o Brasil como meio de contribuir na relação entre os dois países, contribuir para a sociedade brasileira de um modo geral. Isso é muito importante para mim por ser brasileiro e ter passado tanto tempo fora, de poder oferecer uma contribuição.

Fonte: Diário Catarinense

Assuntos Relacionados:  Empreendedorismo   Inovação   Investimento em Startups                                                              Venture Capital          Treinamento Empreendedor

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